
Na Tradição Islandesa dois tipos de álfar são considerados: os ljósálfar (elfos da luz) e os dökkálfar (elfos do escuro). Os Ljósálfar pertencem a morada de Alfheimr e são regidos pela deusa Sunna e pelo deus Freyr, estão associados a elevação, a inspiração criativa, as artes, a sensibilidade, intelectualidade e a música (natureza da runa Ansuz); os Dökkálfar pertencem a morada de Dökkalfheimr juntamente com os Dvergur (anões) e são regidos também por Sunna que desce a morada deles no “pôr-do-sol”, estão associados a sexualidade, ao físico, a força, a fertilidade, ao artesanato e trabalhos manuais e também a sensualidade (natureza da runa Uruz). Os álfar (ljós ou dökk) não são sílfides ou seres especificamente aéreos, são muito mais do que apenas seres relacionados a algum elemento padrão.
A imagem estereotipada dos álfar os coloca como andrógenos de aparência feminina, loiros de cabelos longos, orelhas pontudas, e as vezes chapéu pontudo e etc. Só posso dizer que os álfar são muito mais parecidos conosco do que se imagina, claro que são muito diferentes de nós, são singulares, únicos, mas toda essa fantasia que estereotipa suas aparências estão recheadas de uma exagerada dose de confusão e ilusão, não procure nos livros, os álfar verdadeiros não estão nas conclusões do imaginário autoral, quer saber como um elfo realmente é? Vivencie.
- Roberto de Souza